sábado, 6 de outubro de 2012
O calor de dois corpos.
Uma noite de amor.
Um instante de nós,
Marcantes momentos!
Um sonho realizado….noite de vida
uma noite vivida plena de felicidade!…
de felicidade plena!Fica para sempre…
Impossibilidade possível!
Corpos ávidos,
frases roucas,
Castelos erguidos!
Mãos inquietas.
Palavras chulas.
Caricias repletas.
Bocas que se tocam,
Línguas que se buscam.
Lábios quentes,
Toques ardentes!
Ruídos gemidos!
Sons indizíveis!
Arfar incansável!
Palavras inteligíveis!
Corpos esguios,
Movimentos vadios,
Pensamentos impuros.
Momentos inseguros!
Levante, relevante!
Marcante!
Movimentos ritmados
Corpos suados.
Dos sussurros aos gritos,
Aumentar dos atritos,
Um castelo de realizações!
Os corpos suados,
Abraçados,
cansados,
Um olhar no futuro.
De todo incerto
,Vazio, deserto.
Na noite a dois,
Um instante depois,
Um castelo de esperança!
sábado, 29 de setembro de 2012
Se o homem destemido jamais chora
Eu digo que até Deus pode chorar
Pois já que tudo pode, a qualquer hora
Pode também, sentido, lacrimar.
Pois vi, num rosto, a fome da criança
Carente, solitária, numa praça
Todo amargor, toda desesperança
Daquela vida só, fria, sem jaça.
Seus olhos eram vozes a implorar
Era um espelho, a angústia em seu olhar
A refletir, dolente, os olhos meus.
Sem entender o senso do destino
Vi merejar nos olhos do menino
Plácida e triste a lágrima de Deus.
Oldney Lopes©
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Já não me importo
Já não me importo
Até com o que amo ou creio amar.
Sou um navio que chegou a um porto
E cujo movimento é ali estar.
Nada me resta
Do que quis ou achei.
Cheguei da festa
Como fui para lá ou ainda irei
Indiferente
A quem sou ou suponho que mal sou,
Fito a gente
Que me rodeia e sempre rodeou,
Com um olhar
Que, sem o poder ver,
Sei que é sem ar
De olhar a valer.
E só me não cansa
O que a brisa me traz
De súbita mudança
No que nada me faz.
Fernando Pessoa
O Amor
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..
Fernando Pessoa
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